Murtosa – Viena: Dia 3

Quarta-feira, 11 de junho dei 2014

Mais uma vez tentaríamos iniciar o dia cedo e cobrir o restante da distância até em casa. Era um longo caminho, em torno de 1150 km, o que logo se torna mais longo se for imaginado o calor que estava, o veículo em que estávamos e o cansaço dos dias anteriores que tomavam conta da gente.

Apesar de termos chegado tão tarde na noite anterior, conseguimos acordar antes das 8. Tomamos nosso café no hotel Ibis Budget de Menton (com uma bela vista pro mar Mediterrâneo), e seguimos a costa, Itália adentro, até pouco antes de Gênova. Uma bela paisagem que mistura montanha, mar e cidadezinhas antigas italianas. Depois que saímos da costa, fomos em direção a Milão, e foi quando começou a esquentar. Ao se aproximar do meio-dia, estava pra lá de 35°C. Sem ar condicionado, não tinhamos solução para esse problema. A nossa água estava na temperatura „ambiente“, ou seja, morna.

Seguindo em direção a Veneza, a situação não melhorou. Pelo contrário… Já chegava perto dos 40 °C dentro do carro. Janelas abertas e paradas esporádicas para abastecer e tomar água.

Tinhamos, além do calor, outros dois problemas pela frente. Um era o pedágio. Diferente do que na França, em que a facada entra em parcelas (a cada vez que se passa um pedágio), na Itália se pega um bilhete na entrada da rodovia e paga na saída. Ou seja, cortamos a Itália de oeste a nordeste e estávamos imaginando o quanto seria a punhalada ao sair da Itália e pagar o pedágio.

Outro problema que tivemos eram pequenos engarrafamentos. Não poderíamos desligar o carro, porque seria vergonhoso empurrar pra ligar. Um calor do car***, sem ter pra onde ir e sem sombra pra se acolher. Não perdemos muito tempo, mas cada minuto que ficávamos parados, parecia ser uma hora. No fim foram uns 15 minutos por conta de acidente e mais uns 10 de transito lento por causa de uma obra.

Tiago pilotou a Leopolda no primeiro trecho, que desta vez tinhamos dividido igualmente. O segundo trecho o Domingos levou a Brasilia até a Áustria. A quilometragem que havíamos dividido em 3 partes iguais calhou de tal forma, com precisão, bem na fronteira Áustria-Itália. Na Áustria a Leopoldina era minha até em casa. E assim foi!

Depois de Veneza, já subindo as montanhas dos alpes italianos, a temperatura amenizou bem. Não sofríamos mais tanto e a viagem rendeu bem. Uns 150 km antes de Viena uma nova pequena surpresa. Sentia o carro engasgar quando tirava o pé do acelerador e reduzia a rotação/velocidade. Nada grave, mas pensei que a bóia tava quebrada denovo. Estando na Áustria, já estava „em casa“ mas mesmo assim seria chato não chegar em casa na quarta-feira depois de tanto esforço. Quando puxada, o carro andava sem falhar. Conclusão, mantive um ritmo mais forte até em casa, sem engasgos, sem problemas.

Ao chegar, a maior alegria era ver minha esposa, que nos aguardava de braços abertos e jantar prontinho. Nada melhor pra terminar um grande dia.

Foi uma jornada e tanto. Difícil, mas não faltarão boas lembranças e histórias para contar. São com essas histórias que se enfeitam a vida e por isso fica meu eterno obrigado aos companheiros de viagem Domingos e Tiago.

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Klaus Wagner

Viena, Áustria

http://www.wagnerk.com
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