Archiv für Juli 2014

Sangria do sistema de freio

Tambor de freio trocado, convém uma troca do fluido de freio. Sabe-se lá quando foi feito pela última vez.

O fluido de freio no potinho estava ótimo. Clarinho, limpo. Ele foi trocado… Mas e o resto? Ao fazer a troca, saiu um treco horrível. Uma borra marrom, escura, turva, principalmente atrás. Sujeira, desgaste, e naturalmente fluido ruim.

As instruçoes eu segui essas aqui:

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Tambor de freio

Durante o terceiro dia da viagem de Portugal pra Viena senti uma vibração estranha ao freiar o carro. Em alta velocidade não sentia, mas ao parar ficava evidente que algo não estava muito certo. O sintoma esse: ao parar, o carro vibrava, o pedal de freio pulsava. O volante permanecia reto.

A causa do problema era desconhecida, mas desconfiava do tambor de freio empenado. O primeiro teste que se faz numa condição como essa é, numa rua segura sem ninguém dirigindo atrás, puxar o freio de mão e sentir se o efeito é o mesmo. Fiz isso, e não senti porra nenhuma. Ou seja, o problema não é atrás?! Como pode?

Meu pai e eu botamos o carro em cavaletes, porém primeiramente prendendo uma roda traseira. Depois acelera e freia ao mesmo tempo. Como o freio se comporta? Do mesmo jeito que quando se anda. O carro inteiro chacoalhou quando fizemos isso com a roda traseira esquerda. Ou seja, o problema só pode ser o diabo do tambor empenado.

Existem duas soluçoes possíveis para esse problema. A primeira é a troca da peça. A segunda é o reparo do tambor, dando um passe.

O reparo é complicado. Precisa dar um passe no torno e dependendo da ovalização, não tem muito o que fazer. Além disso, se aumenta muito o diâmetro e assim as pastilhas nao casam mais com o tambor. Outro problema é na execução, porque se não centraliza muito bem, ferrou tudo de vez. Tem que ser um torneiro muito caprichoso pra fazer o negócio certinho. E fora o custo aqui na Áustria de um negócio desse. Não sairia barato por aqui, com o custo da mão de obra tão alto.

A troca é simples, né?

Não quando se trata de uma Brasilia em Viena. Onde se acha uma porra de peça dessa? Passei alguns dias pesquisando se existe algum carro por aqui com o mesmo tambor. Fusca nao usa, Karmann-Ghia nao usa, Kombi não usa, Golf I não usa. Puta merda, pensei. Vou ter que mandar trazer do Brasil.

Daí pensei, que carros a VW fabricou aqui por volta de 1965-1975? Além daqueles que eu listei, tinham os Typ3 e Typ4 Variant. Eram os VW médios da época pré-passat. Aqui alguns exemplares:

typ4variant

typ4

typ3

 

São veículos raros até aqui. São os 1600 daqui, parente do VW 1600 brasileiro (Zé do caixão). Já vi um ou outro nos encontros de Fuscas daqui, mas tem muito mais Kombi, Karmanns, Buggys e etc do que esses Typ3/4. Por isso também é mais difícil achar peças pra esses carros.

Por fim descobri que o tambor de freio desses carros é exatamente o mesmo da Brasilia. Eles tem o mesmo diâmetro interno (248 mm) e tem a mesma furação 4 x 130. E achei uma loja que vende peças pra esse carro na Alemanha. O custo, de 62 euros, é OK. No Brasil é bem mais barato, mas eu preciso disso rápido.

A peça chegou, testamos, funcionou. Está ótimo!

Aqui o link para a peça: http://shop.bugwelder.com/fahrzeugauswahl/vw-typ-3-62-73/bremsanlage/bremse-hinterachse/bremstrommel-hinten-vw-typ-3-ab-66-vw-411-412.html

Aqui o link para a loja: http://shop.bugwelder.com/

Aqui o bicho:

Bremstrommel hinten VW Typ 3 ab ´66 & VW 411412 - Bremse Hinterachse - Bremsanl_2014-07-11_12-07-38

Rodas

Poucos itens na Leopoldina não são originais de fábrica. O mais relevante destes itens é a roda.

Roda

Se trata de uma roda do fabricante Smith’s Wheels, modelo Cyclone Interceptor, Tamanh 5.5 J 15.

Os pneus usados ao comprar o carro eram pneus de verão, 195/65 R15. Segundo o documento português, o carro pode andar com 185/65 R15. Irei trocar os 195 por 185 para ficar de acordo com os papéis.

Motor de arranque

A primeira doença da Leopoldina foi no motor de arranque. O diacho do treco nos deixou na mão na Espanha, e não corrigimos o problema até em casa.

Ao chegar em casa e desmontar a peça, me pareceu que o problema estava na chave magnética (solenóide) que fica sobre o motor. Ela é responsável por puxar o bendix e atracar a catraca no volante do motor. A solução mais simples é trocar o motor de arranque inteiro. São 3 parafusos e um cabo de encaixar.

A peça original restaurada custa €150, a original nova Bosch €220, a Xingling €60. Comprei a Xingling, porque é o tipo de coisa que se parar de funcionar, sempre se dá um jeito empurrando. A peça, de qualquer forma, tem um excelente aspecto. Não posso reclamar da qualidade até agora e pelo uso do carro, vai durar por muitos e muitos anos.

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Murtosa – Viena: Resumo em números

Resumo da viagem da brasilia (1)

 

Resumo da viagem da brasilia (2)A viagem para 3 pessoas saiu por algo em torno de 600 euros, sem contar hotel e alimentação. É mais caro que o vôo para 3 pessoas ida e volta! De qualquer modo, a média de 12,25 km/l não é ruim, ainda mais considerando pelo menos um carburador não muito saudável.

 

Murtosa – Viena: Vídeo

Aqui o vídeo que ilustra a nossa viagem de Portugal a Viena de Brasilia, trazendo a Leopoldina pra nova casa dela!

Valeu, Tiago pela filmagem e edição!

 

Murtosa – Viena: Dia 3

Quarta-feira, 11 de junho dei 2014

Mais uma vez tentaríamos iniciar o dia cedo e cobrir o restante da distância até em casa. Era um longo caminho, em torno de 1150 km, o que logo se torna mais longo se for imaginado o calor que estava, o veículo em que estávamos e o cansaço dos dias anteriores que tomavam conta da gente.

Apesar de termos chegado tão tarde na noite anterior, conseguimos acordar antes das 8. Tomamos nosso café no hotel Ibis Budget de Menton (com uma bela vista pro mar Mediterrâneo), e seguimos a costa, Itália adentro, até pouco antes de Gênova. Uma bela paisagem que mistura montanha, mar e cidadezinhas antigas italianas. Depois que saímos da costa, fomos em direção a Milão, e foi quando começou a esquentar. Ao se aproximar do meio-dia, estava pra lá de 35°C. Sem ar condicionado, não tinhamos solução para esse problema. A nossa água estava na temperatura „ambiente“, ou seja, morna.

Seguindo em direção a Veneza, a situação não melhorou. Pelo contrário… Já chegava perto dos 40 °C dentro do carro. Janelas abertas e paradas esporádicas para abastecer e tomar água.

Tinhamos, além do calor, outros dois problemas pela frente. Um era o pedágio. Diferente do que na França, em que a facada entra em parcelas (a cada vez que se passa um pedágio), na Itália se pega um bilhete na entrada da rodovia e paga na saída. Ou seja, cortamos a Itália de oeste a nordeste e estávamos imaginando o quanto seria a punhalada ao sair da Itália e pagar o pedágio.

Outro problema que tivemos eram pequenos engarrafamentos. Não poderíamos desligar o carro, porque seria vergonhoso empurrar pra ligar. Um calor do car***, sem ter pra onde ir e sem sombra pra se acolher. Não perdemos muito tempo, mas cada minuto que ficávamos parados, parecia ser uma hora. No fim foram uns 15 minutos por conta de acidente e mais uns 10 de transito lento por causa de uma obra.

Tiago pilotou a Leopolda no primeiro trecho, que desta vez tinhamos dividido igualmente. O segundo trecho o Domingos levou a Brasilia até a Áustria. A quilometragem que havíamos dividido em 3 partes iguais calhou de tal forma, com precisão, bem na fronteira Áustria-Itália. Na Áustria a Leopoldina era minha até em casa. E assim foi!

Depois de Veneza, já subindo as montanhas dos alpes italianos, a temperatura amenizou bem. Não sofríamos mais tanto e a viagem rendeu bem. Uns 150 km antes de Viena uma nova pequena surpresa. Sentia o carro engasgar quando tirava o pé do acelerador e reduzia a rotação/velocidade. Nada grave, mas pensei que a bóia tava quebrada denovo. Estando na Áustria, já estava „em casa“ mas mesmo assim seria chato não chegar em casa na quarta-feira depois de tanto esforço. Quando puxada, o carro andava sem falhar. Conclusão, mantive um ritmo mais forte até em casa, sem engasgos, sem problemas.

Ao chegar, a maior alegria era ver minha esposa, que nos aguardava de braços abertos e jantar prontinho. Nada melhor pra terminar um grande dia.

Foi uma jornada e tanto. Difícil, mas não faltarão boas lembranças e histórias para contar. São com essas histórias que se enfeitam a vida e por isso fica meu eterno obrigado aos companheiros de viagem Domingos e Tiago.


Klaus Wagner

Viena, Áustria

http://www.wagnerk.com
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