Archiv für Juni 2014

Murtosa – Viena: Dia 2

Terça-feira, 10 de Junho de 2014

O plano para o segundo dia da viagem era fazer bastante distância, para termos um terceiro dia mais fácil. Para isso, acordamos cedo, tomamos café-da-manhã o mais cedo possível e partimos.

Bom, antes de partir, precisavamos ligar o carro. A garagem era estreita, e na frente da Leopoldina tinha uma Lamborghini. Não tinha espaço para fazer cagadas. Para isso, Tiago e eu empurramos e o Domingos ligou a Brasilia com a maestria de sempre. Enquanto eu e Tiago precisávamos de 20 metros, o Domingos precisava de 5 para ligar o carro.

O carro funcionando, vambora! Saímos de Zaragoza em direção a Barcelona. E depois de excelentes 200 km o Domingos sente o carro falhando… falhando… piorando…. 4 km a frente, um posto de Gasolina, paramos.

O carro não conseguia ficar ligado. E ligar para mexer e testar não dava, porque o motor de partida não ia. Uma péssima combinação de fatores que atava nossas mãos.

Abrimos a tampa do motor e tentamos identificar os problemas. Tiramos os cabos de vela, tiramos a vela. Percebemos que os cilindros 1 e 2 estavam bem mais frios, indicando que não estavam queimando. Tiramos as velas e a vela do cilindro 1 estava muito molhada. A do cilindro 2 não. Imaginamos que a ignição do cilindro 1 não estava boa (vela ou cabo de vela). Platinado e tampa do distribuidor não aparentavam problemas.

Tirei o filtro de ar do carburador direito e  percebi que a agulha do carburador estava pingando gasolina sobre a borboleta do carburador. Um sinal de que algo não estava certo com o carburador, mas a minha inexperiência me impedia de arriscar e fazer cagada, ainda mais tão longe de casa.

Ligamos para o seguro, e o seguro chamou um reboque. Ligamos para o reboque umas 11:15, e vieram nos buscar apenas lá pelas 14:15. Três horas parado e nenhuma solução. Apenas a esperança de que não seria nada grave e de que poderíamos seguir viagem no mesmo dia. Nestas três horas almoçamos, conversamos com 2 pilotos de teste que testavam carros da Subaru (acho), aprendemos que vela em espanhol é murria. Chegou o reboque e uma taxista para levar 2 de nós pra oficina. Eu fui no caminhão com a Leopolda.

Chegamos na oficina as 14:30. E nada de ser atendido…. porque estávamos na Espanha. E na Espanha, das 11 as 15:00 não se trabalha, se faz siesta. As 15:00 abriram a oficina e começaram a mexer no carro. Logo ouvimos o motor ligando capenga… e ouvimos o motor de arranque funcionando denovo! Os mecânicos fecharam o portão para não ficarmos como curiosos assistindo o trabalho. Pudemos apenas ouvir o motor ligando de vez em quando, e ficando cada vez melhor.

Uma hora e quinze minutos mais tarde, abre-se o portão. O trabalho estava pronto. A Leopoldina estava ligando com suas próprias forças e o motor estava reguladinho. Saldo: 5 horas perdidas, 80 euros perdidos, mas a alegria de que poderíamos prosseguir viagem.

Estava tarde, mas resolvemos seguir até onde dava. Primeiramente o Domingos terminou os 300 km dele até Barceona. Eu peguei o carro e fui até um tanto da França e depois o Tiago dirigiu noite a dentro, até as 2 e pouco da manhã para conseguirmos chegar a Menton, quase fronteira com a Itália. Mal vimos a França passar, pois estava muito escuro pra ver alguma coisa. Uma pena, talvez o maior prejuízo do defeito.

Chegamos no Ibis budget de Menton, e como imaginávamos, nenhum atendente. Apenas um computador. Clicando lá, consegui a senha e adentramos o hotel. Era só dormir e acordar cedo para o próximo dia, que seria o último para chegarmos em casa.

 

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Murtosa – Viena: Dia 1

Segunda, 9 de Junho de 2014

Era o começo da jornada. Não acordamos muito cedo, pois havíamos ido dormir um pouco tarde. De manhã ainda ficamos na Murtosa, primeiramente um café da manhã caprichado na família Matos, como sempre fomos muito bem recebidos.

Depois do café, tive o primeiro trabalho de mecânico (fuleiro) na Brasilia: instalar a tomada para acender cigarros para podermos usar o GPS durante o trajeto, questão de 10 minutos estava pronto. Ajeitamos as malas, vinhos, cesta de comida parte no porta-malas e parte no banco de trás. Havia espaço suficiente para todos nós confortavelmente.

Já havia recebido as chaves da Leopoldina na noite interior. O Domingos teve o capricho de me presentear um chaveiro novinho com o símbolo da VW e chaves reserva, que o carro não tinha.

Eu iniciei a viagem dirigindo. A primeira impressão foi ótima, bancos confortáveis, direção precisa sem folga. O motor tinha um pouco de barulho de lata. O motor pega de primeira. Demorei um pouco para me acostumar com o freio, bastante duro se comparar com um carro moderno. Tinha também um pouco de cheiro de gasolina, que pudemos constatar posteriormente ser a tampa do tanque com a vedação de borracha envelhecida.

No primeiro trecho discutimos sobre como seria a viagem. Resolvemos tentar realizar a façanha de chegar em Viena em 3 dias, na quarta-feira dia 11/06. Sabíamos que seria difícil, mas se tudo corresse bem, seria possível. Assim chegaríamos a tempo de ver Brasil x Croácia e a tempo de recepcionar mais pais, que estariam vindo do Brasil.

A primeira perna da viagem eu dirigi uns duzentos e poucos quilometros até sairmos de Portugal. Muito bonita a paisagem de Portugal. Bastante pedras e montanhas na região que passamos. O Tiago guiou depois de mim até o almoço em Salamanca.

Enquanto o Tiago dirigia, passamos por um caminhão com uma bandeira do Brasil. Quando olho do retrovisor vejo o motorista extasiado vendo nossa Brasilia passando, ele tentando tirar foto com o celular enquanto tentava segurar o volante.

A tarde foi a vez do Domingos dirigir, e logo ao partir notamos que o motor de arranque não funcionava. As luzes ligavam, mas o bendix não acionava (Magnetschalter). Bom, o jeito era empurrar para ligar e assim o fizemos até chegarmos em Viena.

A impressão que tive da paisagem na Espanha era nada muito espetacular. Muita lavoura, muito plano, muito cheiro de adubo (cocô de vaca mesmo).

De noite eu fiz o último trecho até Zaragoza, onde dormimos a primeira noite em um hotel Ibis. Hora de descansar.

Murtosa – Viena : Dia 0

No dia 0, domingo dia 08.06.2014, Tiago e eu saímos de Viena de ônibus com destino pra Bratislava. De Bratislava nós seguimos de Ryanair para Paris e depois para o Porto. Chegamos a noite no Porto e fomos buscados pelo Domingos que nos aguardava no aeroporto. Em Viena ao saírmos, estava uns 30 graus, bem quente. Já no Porto estava chovendo, uns 15 graus. Não estávamos contando com este frio.

Do Porto fomos a Murtosa e lá tive o reencontro com a Leopoldina! O Domingos lavou o carro, que estava quase pronto, já abastecido com combustível. Ainda faltava colocar a gambiarra para funcionar a tomada do GPS e jogar as malas dentro do carro.

Como já chegamos tarde em Murtosa, fizemos um lanche e fomos dormir.

Preparativos da jornada Murtosa – Viena : a Rota

A viagem da Leopoldina conosco (Domingos, Tiago e eu) começa na segunda-feira dia 09/06/2014. Um dia antes, no domingo, iremos Tiago e eu de Bratislava pro Porto. Chegaremos a noite e partiremos cedo dia seguinte.

No primeiro dia, segunda-feira, tentaremos ir de Murtosa-PT a Zaragoza-ES. Serão 800 km. Boa parte do trajeto será sobre rodovias.

Ao final do primeiro dia iremos definir o ritmo. A vinda pra Viena vai depender deste primeiro dia e dos 800 km. Se for muito ou pouco, vamos decidir se firmaremos a idéia dos 800 km ou se reduziremos ou aumentaremos este valor.

Planejamos no segundo dia seguir até em torno de Marseille-FR (800 km).

No terceiro dia, passando por Monaco vamos até Trento-IT (800 km).

No quarto dia, de Trento até Viena-AT (650 km).

Serão aproximadamente 3.000 km. Aproximadamente 250 litros de gasolina, aproximadamente 40 horas dentro do carro em 4 dias. Será um tremendo prazer viver esses 4 dias em boa companhia. Só vai faltar a minha querida Lígia, que irá conhecer a Leopoldina apenas quando chegarmos em Viena.

A premissa da nossa viagem será chegar seguro em Viena, respeitando os limites nossos e do carro

Rota

Preparativos da jornada Murtosa – Viena : Ferramentas

Uma parte importante do preparo para uma viagem com incertezas é diminuir as probabilidades de acontecerem problemas. A prevenção de problemas mecânicos está sendo executada pelo mecânico Rui.

Porém prevenção não é tudo. É necessário que existam „planos B“. Um dos planos B é estar minimamente preparado para eventualidades com o carro. E para corrigir ou improvisar em panes mecânicas, são necessárias ferramentas. Após consulta e pesquisa, escolhi as ferramentas que fazem parte do kit de primeiros socorros da Leopoldina. Essas ferramentas são:

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– Funil
– Chave de vela
– Alicate ponta fina
– Martelo
– Lima
– WD-40
– Faca
– Fita isolante
– Chaves de boca
– Chave estrela
– Chave estrela curva
– Multímetro
– Camera de bicicleta velha
– Arames/fios
– Pedaço de madeira
– Chaves allen
– Lixa

Além das ferramentas, estaremos levando uma correia do alternador extra. É uma peça pra sempre se ter junto.


Klaus Wagner

Viena, Áustria

http://www.wagnerk.com
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